sábado, 30 de maio de 2009

Hitler and the portuguese Education Minister

terça-feira, 12 de maio de 2009

Medina Carreira no Clube dos Pensadores




Medina Carreira considera que a crise económica actual vai ter um grande peso nas gerações futuras. No encerramento do 7º ciclo de debates do Clube dos Pensadores, em Gaia, realizado na segunda-feira à noite, o ministro das Finanças do I Governo Constitucional revelou estar pessimista quanto à recuperação da crise financeira em Portugal.

«A crise económica está para a democracia como as guerras de África para o Estado Novo». O impacto da crise, para Medina Carreira, abrange um perímetro mais alargado «porque não temos uma crise, temos várias».

Para além da crise económica, o economista acredita estarmos perante «uma crise moral da elite financeira» e uma «crise social que resulta do desemprego e da insegurança como consequência»; «como nunca se sabe quem é o responsável todos levam por tabela».

Numa «economia que quase não cresce» e onde a «capacidade geral de riqueza estagnou», o «desemprego é altamente preocupante»: «Estamos mais ou menos como estávamos no final da Monarquia». Medina Carreira acrescenta que mesmo «entre os anos 30 a 40, altura da grande crise económica, estávamos melhores do que agora».

Apesar de garantir que «a crise cá dentro já existia antes de chegar a de lá de fora», certo é que quando a crise internacional acabar «seremos postos à prova de uma forma dramática». Medina Carreira explica: «Quando se resolver lá fora, resolve-se cá, mas os estragos do passado ficam».

O motivo do pessimismo prende-se com o facto de no momento «a produtividade ser baixa», por «sermos pouco competitivos» e por «termos salários baixos, resultado da baixa produção».

Ao contrário dos anos 60 «quando beneficiávamos de mão de obra barata», nos dias de hoje o «empresário inteligente vai para o Leste» porque «quem investe faz contas» e, neste momento, Portugal é um país pouco atractivo para a abertura de empresas estrangeiras que procuram lugares periféricos na busca de maior margem de lucro, recorrendo a mão-de-obra não qualificada.

Com desta estratégia, recorda, «nos anos 60, suportamos a guerra em África sem dívida».

«Gastar dinheiro em autoestradas é o mesmo que gastar em Magalhães: não serve para nada»

O fiscalista considera que a entrada do euro tirou a Portugal poder de decisão no equilíbrio da economia nacional e explicou que «quando desvalorizávamos o escudo ganhávamos». Com o euro estes ajustes já não são possíveis e a dívida pública aumentou cerca de 35 milhões de euros por dia nos últimos dez anos.

No sentido de incentivar o crescimento económico desaconselha o investimento na construção de obras como autoestradas para abrir oportunidades de emprego e consequente aumento do consumo.

Medina Carreira acredita que «gastar dinheiro em autoestradas é a mesma coisa que gastar dinheiro em Playstations ou em Magalhães, não serve para nada».

«Quando acabarmos estas obras somos o quinto ou sexto país com mais autoestradas no mundo», garantiu; teremos quase tantas como um país muito maior como é a Alemanha.

Futuro da economia

Medina Carreira teme o aumento de «desemprego, desigualdades, insegurança» e «mais estragos que se vão juntar aos já existentes». Num futuro próximo «podemos vir a ter juros mais altos ou ver os empréstimos cada vez mais racionados». Mas a maior preocupação é o facto de «os impostos poderem ser todos comidos pela segurança social. Será aqui que tudo se vai complicar».

«Vamos passar por um período de incerteza muito grande», advertiu ainda o antigo ministro das Finanças, num país onde os «Governos não são maus pais, são padrastos», são necessários «partidos novos a fazer coisas diferentes e «são precisos políticos diferentes capazes de controlarem a despesa pública».

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Mas que boa notícia!!!

retirado do blogue "Movimento Escola Pública"

O Sr. Director manda...


retirado do blogue "Movimento Escola Pública"

sexta-feira, 10 de abril de 2009

O F.C.Porto e os outros



Daniel Braga


Não venho aqui especular sobre o Apito Dourado nem falar da figura importante , mas controversa, que é Pinto da Costa, nem tão pouco dos benefícios da arbitragem por este ou aquele clube (e nisso estamos conversados pois já sabemos que os grandes beneficiados são, salvo raríssimas excepções, os três grandes do costume...). Não, hoje, não venho falar nada disso, pois o jogo excepcional do Porto em Manchester, conduziu-me para um outro tipo de reflexões que aqui partilho.Quando se diz à boca cheia que o F.C.Porto é, actualmente em Portugal, o único clube com dimensão europeia leva-me a estar de acordo com essa perspectiva. Apesar de todo o mérito do clube, dirigentes, técnicos e jogadores, acho que, acima de tudo, o grande problema dos outros dois grandes clubes de Portugal (Sporting e Benfica) é a falta de estruturas de suporte,de alicerces sólidos, de organização, de mentalidades fortes dos dirigentes, técnicos e jogadores, da "mística" (ou falta dela...) outrora um dos grandes baluartes de Benfica e Sporting (quem não se lembra da saudosa geração bi-campeã da Europa com Eusébio, Torres, Coluna, Simões, Jaime Graça, Costa Pereira ... e tantos outros e uma outra geração ,do rival Sporting, os chamados "5 violinos" (Travassos, Jesus Correia, Correia dos Santos, Vasques e Peyroteo)?) e hoje pertença do Clube das Antas. Alguém disse, e com razão, que de há uns anos a esta parte o Porto tem sido o grande representante português na Europa, e pelo andar da carruagem será ainda o Porto a dar algumas alegrias aos portugueses, pois não vejo nos outros clubes vontade de mudar em todos os aspectos atrás realçados,para poderem ombrear com o poderio do F.C.Porto, hoje em dia o único a bater o pé aos grandes monstros do futebol europeu.

Apresentação do livro " A Educação do Meu Umbigo" de Paulo Guinote












Lisboa, 18 de Abril/2009 - 16:30 - Biblioteca Nacional
Apresentação a cargo de José Manuel Fernandes (Director do jornal "público")

Porto, 29 de Abril/2009 - 21:00 - Espaço Professor (da Porto Editora)
Apresentação a cargo de Maria do Rosário Gama (Presidente do CE da Escola Sec.Infanta D.Maria - Coimbra)


Paulo Guinote, fundador do blogue " A Educação do Meu Umbigo" (um dos mais lidos da blogosfera) e autor do livro com o mesmo nome, editado pela Porto Editora, é professor de História e Português na Escola Mouzinho da Silveira (Moita).

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Ai Mário, Mário...



Daniel Braga

Reputo as últimas considerações de Mário Soares sobre Durão Barroso como muito injustas, pouco elegantes e completamente desadequadas ao facto de, devido ao seu bom trabalho ao longo destes 5 anos no cargo, ser o candidato pelo PPE e por muitos socialistas e governos socialistas ao cargo de Presidente da Comissão Europeia, por mais um mandato. Esquece-se Mário Soares, que ele próprio também tem telhados de vidro muito por culpa da responsabilidade que lhe é atribuída na descolonização portuguesa do pós- 25 de Abril, considerada por muitos como vergonhosa e pouco digna.E, no entanto,ninguém lhe renega o seu papel na consolidação da democracia portuguesa e de ser uma figura incontornável na História de Portugal dos últimos 35 anos.Mas não é bonito que alguém com o prestígio de Mário Soares, fale sobre alguém que também é português e que tem exercido um cargo de tamanha importância, com a sobriedade, competência e alto sentido de Estado, como o tem feito o actual Presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso,de uma maneira tão pouco apropriada e até insultuosa como o fez o ex- Presidente da República.Terá cometidos erros? Provavelmente sim, e a cimeira dos Açores, de tão má memória, foi talvez o seu erro maior, mas convenhamos, que ao se pronunciar deste modo sobre esse facto infeliz, não o dignifica (a ele , Mário Soares) nem dignifica o Estado português. E se tal se relembrássemos a Soares os imensos erros e tiros nos pés que deu relativamente à descolonização dos ex-territórios ultramarinos e à sua candidatura (frustrada) e deselegância( demonstradas para com Manuel Alegre e Cavaco Silva) aquando das eleições presidenciais de 2006? É que a memória dos homens não é curta...

(post in CLUBE DOS PENSADORES)

Ética e Cidadania